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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Pelo fim da violência e da covardia.


Meu amigo Patrick Monteiro foi mais uma vitima de tentativa de homicídio em Chapecó. Ele recebeu dezenas de facadas e faconadas na cabeça, nas mãos e nos braços. O fato ocorreu a mais de seis meses em plena manhã de uma segunda-feira no centro da cidade. A brutalidade do atentado chocou a população e lançaram muitas dúvidas sobre os motivos e os responsáveis por essa truculência. 


Os bandidos não tiveram êxito. O Patrick sobreviveu e continua com seu sorriso contagiante e alegre em nosso meio. Sua força, fé e perseverança na vida me motivam a continuar na luta e acreditando que uma sociedade mais justa e mais fraterna para todos é possível. 

O pior já passou, mas muitas marcas ficaram. A família do Patrick passou a consumir muitos remédios e a fazer consultas periódicas em psicólogos, a dor e o trauma ainda fazem parte da rotina da família que foi alterada profundamente com o atentado.

A Polícia Civil solucionou boa parte do caso, os executores, o mediador e o mandante estão presos, mas o caso ainda está em aberto. Fico mais aliviado e confortável com a ação da polícia. Espero que continuem com o seu trabalho e desvendem todos os crimes cometidos em nossa cidade.

Na manhã de hoje (27), o prefeito Zé Caramori deu entrevista na rádio Super Condá, fez várias insinuações de que o Vereador Paulinho da Silva tivesse cometido ato que ferisse o decoro parlamentar. O Prefeito chegou a sugerir a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar os fatos e tentar incriminar o vereador Paulinho. 

O Prefeito conta ainda com a colaboração de alguns agentes de comunicação, são os chamados "boca de aluguel". Eles fazem o jogo do poder local. Lançaram provocações a semana inteira, escreveram em suas colunas diárias e rasgaram o verbo nas ondas do rádio.

Mas, senhor Prefeito, por que o senhor não se solidarizou com a vitima e os familiares da vitima? Por que não conversou com o vereador Paulinho na época, lembra que ele tentou falar com o senhor? Por que o senhor não participou do ato contra a violência em Chapecó? Ou do ato da Ana e da Duda? O Senhor esteve ausente da cidade e deixa-a praticamente desgovernada. 

Só para lembra-lo, o Patrick foi vitima de atentado de homicídio e não o contrário.

Prefeito, a sua entrevista me deixou com dúvidas. Por acaso o senhor está tentando inverter o que aconteceu? O senhor está com dó dos bandidos que estão presos? Esta querendo transformar quem foi vitima em bandido? 

Isso é o que podemos chamar de atitude covarde e só poderia vir de quem pratica o desgoverno em Chapecó.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Tem algo errado no ensino privado.

Falar sobre educação é necessário e sempre muito importante, principalmente porque sabemos das enormes carências e deficiências que ainda temos nessa área. Além disso, todos reconhecem o quanto ela é importante para o desenvolvimento humano, social, cultural e político das pessoas e o quanto ela é necessária para o desenvolvimento do país em todas as suas dimensões.

Nesse texto quero falar apenas de uma parte da educação. Falar sobre a situação dos professores que atuam no ensino básico da educação privada em Chapecó e região.  É comum as pessoas imaginarem que os professores da escola privada recebem melhores salários e são mais valorizados do que os que atuam nas escolas públicas. Essa impressão não se confirma na realidade.

A maioria das escolas privadas paga seus professores de acordo com a tabela salarial estabelecido em Convenção Coletiva de Trabalho. Os valores para a educação básica estão divididos em três níveis salariais:

1)    Professores que trabalham nas Séries Iniciais e Ensino Fundamental (1º a 5º ano) recebem R$ 1.199.00 por jornada de 40h/a.
2)    Professores que trabalham no Ensino Fundamental (6º ano 9º ano) recebem R$ 1.732.50 por jornada de 40h/a.
3)    Professores que trabalham no Ensino Médio (2º Grau) e Cursos Técnicos Profissionalizantes recebem R$ 2.186.10 por jornada de 40h/a.

A título de comparação salarial, os professores com formação em Licenciatura Plena em início de carreira ou em contrato de caráter temporário (ACTs) que atuam nas escolas públicas do estado de Santa Catarina recebem R$ 2.800.00 por 40h/a de trabalho (dado repassado pela Gered). No ensino público municipal, os professores com a mesma formação e nas mesmas condições recebem o valor de R$ 2.834.00. Nestas duas esferas não existem divisões salariais por níveis de escolaridade, todos os professores recebem o mesmo valor salarial, seja ele contratado para atuar nas séries inicias, fundamental ou médio. 

Outra diferença gritante é em relação à hora-atividade. Nas esferas municipal e estadual, o professor tem garantido um terço do seu tempo de trabalho para hora-atividade. Ou seja, um professor que trabalha 40h/a, deve cumprir no máximo 28h/a em sala de aula, as outras 12h/a ele tem disponível para estudar, elaborar trabalhos, corrigir avaliações e preparar suas aulas. Isso possibilita maior organização e mais qualidade nas aulas. Além de ser uma forma de valorizar o professor e o seu trabalho. Esse seria o modelo ideal? Claro que não, esses dados servem apenas para situar as condições de trabalho do professor na escola privada.

No mês de março ocorre o processo de negociação salarial. O Sinproeste, sindicato que representa os professores das escolas particulares, discutiu com seus filiados e aprovou a minuta de reivindicações a ser apresentada ao sindicato patronal – Sinepe. Nessa minuta os professores reivindicam o direito a hora-atividade de um terço da sua jornada de trabalho; equiparação dos pisos no ensino básico e reajuste de 15% no valor do piso. Isso acontecendo, o piso na escola particular passaria para o valor de R$ 2.514.00.

Valor ainda inferior ao pago nas esferas públicas, mas um grande avanço frente à realidade atual. Principalmente se garantir a hora-atividade. As escolas divulgaram reajustes em suas matriculas e mensalidades que variam de 8% a 15% e tiveram crescimento no número de alunos. Ou seja, é possível atender as reivindicações. 

As negociações com o Sinepe são sempre duras e truncadas, pouco se avançou nos últimos anos. A postura dos dirigentes do Sinepe sempre foi de intransigência. Nas negociações anteriores se recusaram a discutir estes temas. Tem ou não tem algo errado no ensino privado?


Sérgio Roberto Scheffer, professor de História na escola Centro de Educação Chapecó – CEC e diretor de formação do Sinproeste.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Susto no carnê de IPTU? Bobagem, o que eu tive foi pânico mesmo.

Este ano eu já esperava uma surpresa no IPTU, acompanho a política cotidianamente e sabia que haveria aumento, só não esperava que fosse tão alto assim. Em 2012 paguei o valor de R$ 642,82 em IPTU, TCR e DAM; em 2013 foram pagos R$ 681,05 pelos mesmos tributos, um aumento normal. Mas em 2014 a coisa ficou feia, a TCR cobrada em 2013 que foi de R$ 50,45 passou para R$ 501,97. Um aumento de 1005%.  O total a pagar este ano é de R$ 1.167,75.

A justificativa da Prefeitura sobre o reajuste, se é que é possível justificar aumento abusivo assim, se baseia na coleta de lixo.  O problema é o novo modelo de coleta de lixo, só que el não passa na rua onde eu moro. A coleta continua a mesma e às vezes eles nem aparecem, fica um monte de lixo acumulado na frente da casa.

Sei que reajustes são normais, todo ano é assim, os preços e os salários devem ser corrigidos, normalmente leva-se em conta a inflação, taxa de crescimento do país e poder de negociação. Em Chapecó parece que nada disso é levado em consideração. A população é desrespeitada e surrupiada em todos os sentidos.


O Prefeito foi cassado por improbidade administrativa, teve bens bloqueados pela justiça por suspeita de fraude, não pagou os professores ACTs, distribui cargos aos montes aos seus bajuladores. E agora, coloca a população de joelhos com os aumentos abusivos na Taxa de Coleta de Resíduos. É mais do que chegada a hora de dar um basta nesse desmonte da nossa cidade. Chapecó e seu povo merecem respeito e um tratamento mais humano e mais justo. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

“Rolezinhos” qual a novidade?

O debate em torno dos “rolezinhos” tomou conta das redes sociais e do noticiário. Chama mais atenção do que as chacinas em São Paulo e Rondônia e mais até do que o caos nos presídios do Maranhão. Mas quem se importa com a vida de favelados e presidiários? Por que os “rolezinhos” chamam tanto a atenção? É que eles acontecem nos Shoppings Centers da maior metrópole do Brasil. Ah! Aí sim chama a atenção. Pelo que é noticiado, sabemos que são jovens da zona leste de SP de classe C que resolveram aparecer na praça de alimentação de “gente de bem”.

A gente fina de SP, os lojistas e os donos de Shoppings ficaram incomodados, pediram até ação na justiça para barrar a entrada destes jovens. Para não deixar dúvidas sobre o tamanho do pânico que as classes mais altas sentem da população mais pobre, os juízes concederam liminares barrando a entrada destes jovens. Mas pelo que li, os jovens da ZL só estão querendo se divertir, pegar umas minas e dar uns beijos. Ir ao Shopping faz parte da vida destes jovens, eles sempre frequentaram os próximos à periferia, parece que agora resolveram chamar mais atenção e entraram nas fortalezas centrais.   

Posições extremadas, debates acalorados e defesas com tom de idolatria a favor ou contra os “rolezinhos” são a tônica no facebook e twitter.  Sou muito curioso e gostaria de saber, quem entre os 14 e 19 anos de idade nunca reuniu a turma e saiu para dar um “rolezinho”? As pessoas que hoje estão na casa dos seus 30, 40 anos façam um exercício de memória e tentem se lembrar de como eram quando tinham a idade destes adolescentes e jovens. 

Eu participei de muito “rolezinho”, a diferença é que no meu tempo não tinha internet, celulares, redes sociais, e o pior, aqui em Chapecó nem shopping nós tínhamos. Nem por isso deixávamos de nos reunir e dar nosso rolé pela cidade só para achar umas minas, dar uns beijos e zoar por aí.

Vou relatar um acontecido do começo dos anos 1990 que guarda certa semelhança com a truculência ocorrida nos shoppings em SP. Tínhamos uma turma bem numerosa, estudávamos em escolas públicas, uma boa parte no Zélia Scharf e outros no Bom Pastor. Todo mundo gostava de ouvir rock, punk, hardcore, na época quem fazia sucesso e a cabeça da gurizada eram: Nirvana, Pearl Jean, Faith no more, Ramones, Sepultura, entre outros. Vestíamo-nos tal qual a moda daquele momento, era o que se pode chamar de grunge, camisa xadrez, camiseta, calça jeans e tênis, cabelo meio ou totalmente desarrumado. 

Fazíamos o estilo que os mais velhos denominavam de “rebeldes” e quando nos reuníamos, geralmente éramos chamados carinhosamente de “molecada maconheira”. Só que, além do estilo rebelde, nós estudávamos e a maioria trabalhava para custear suas vestimentas, discos e diversão. A questão é que queríamos nos diferenciar dos boyzinhos da cidade e também da turma que era chegada em música eletrônica, sertanejo e outros estilos.

Uma vez fizemos uma festa na casa do Isaac, comemos uma galinhada que a mãe dele havia preparado, tomamos fantica (vodca com fanta) e cuba de conhaque barato, nem dinheiro pra cerveja a gente tinha. Em seguida saímos para ir ao Clube Chapecoense, naquela noite ia rolar uma festa grunge. E lá fomos nós, andando pela Avenida Nereu Ramos, vestidos ao estilo da festa, sorriso estampado no rosto, altos papo, sem querer, mas, chamando a atenção das outras pessoas. 

Não deu outra, duas viaturas da polícia nos pararam, pistolas na mão e gritos de ordens: “mãos na cabeça e encosta todo mundo contra a parede”.  Recebemos alguns chutes, tapas e muitas palavras desrespeitosas, como não acharam nada, seguimos com o nosso rolé.  Só estávamos nos divertindo, caminhando pela rua em direção ao evento e conversando, qual o problema nisso? Acredito que nenhum, mas nem todos pensam assim.

A questão é que os jovens geralmente são rebeldes, gostam de se reunir em turmas, fazem isso em qualquer momento ou período da história, os hormônios estão à flor da pele, sempre querem se divertir e sair para dar um rolé. Isso não é de agora, a diferença de hoje se dá pelas condições econômicas e pelo acesso facilitado aos meios de comunicação, varia o gosto e o estilo musical.  A única coisa que não muda nunca é a posição e opinião dos conservadores. São sempre preconceituosos e violentos, usam da violência verbal e da proteção jurídica e policial para manter seus interesses e privilégios. Nem ao menos se importam em tentar entender o que se passa do outro lado do muro. Esse povo podia parar de olhar somente para o seu umbigo. 

Deixem os meninos brincarem.


sábado, 9 de novembro de 2013

OS 10 MANDAMENTOS DO ZÉ DO CAMAROTE!!

PRIMEIRO, ah! é assim, ... você tem que ter um monte de amigos, emprega-los na prefeitura e pagar grandes salários. São os cargos políticos, eu empreguei mais de mil na prefeitura. Controlo dezesseis partidos e quatorze vereadores, eles são ótimos e fazem tudo que eu mando. SEGUNDO, eu sei que eles não fazem nada o dia inteiro, é que eu não mando nada também, então eles ficam me puxando o saco, me defendem nas redes sociais, nas rádios e nos jornais. Passam o dia escrevendo bravatas e brigando na internet. 



TERCEIRO, tem que gastar milhões em publicidades, gastei mais de 22,5 milhões de reais em publicidade. Minha propaganda não tem limites. QUARTO, é preciso dizer que vai fazer asfalto e assinar o termo de serviço, só para garantir os votos do povão. Depois a gente não faz nada e fica por isso mesmo.



QUINTO, é bom ter jornais amigos, quando estoura uma notícia que pode te comprometer, eles não divulgam, colocam outra coisa na capa, geralmente voltada ao futebol e a classificação da chape para a série A. É um barato isso, eu tenho dois jornais diários na cidade. SEXTO, no jornal diário que você não é dono, é sempre bom ter um colunista baba-ovo, ele não sabe nada de nada, mas sempre te defende. Escreve contra tudo e contra todos, mas eu, ele só me elogia, adoro aquele cara. 


SÉTIMO, pra mostrar que você é um cara legal, você tem que fazer doações, eu doei mais de 100 mil reais para comprar ração para cavalos de raça. Cara! é muito legal isso, precisava ver, era cada cavalo bonito se alimentando bem com o dinheiro público. OITAVO, tem que parcelar a conta do parceiro Jão, ele fez um monte de dívidas, não pagou nenhuma, eu parcelei e vou deixar para os próximos prefeitos pagarem. Isso é demais...

NONO, Você tem que realizar uma baita feira de exposições, cobrar o olho da cara para o povão entrar. Mas o barato mesmo, é repassar 90% do valor arrecadado na bilheteria para os amigos que contrataram os shows. Bicho! Isso sim é torrar dinheiro público. DÉCIMO, rsrsrsrsrs... tenho que confessar uma coisa (?) eu já fiz hoje... to "tentando" ferrar com os servidores de carreira, mandei um Plano de Cargos e Salários para a Câmara de Vereadores que vai arrochar ainda mais o salário deles. Precisa ver, estão todos lá, parados, de greve. Eita povinho pobre e sem classe. Eu não, eu sou diferente, eu sou o rei da prefeitura.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CAFÉ DA MANHÃ E O MAU DIA BRASIL


Após sete horas de descanso, levanto da cama para me colocar em forma novamente e encarar mais um dia de atividades. No começo o bom e velho ritual de sempre, higiene bucal, banho e um pequeno alongamento. Em seguida, cozinha e os preparativos do café. Para quebrar a rotina, resolvo ligar a TV e assistir ao noticiário nacional, afinal, é sempre bom andar bem "informado". 

No começo fiquei sabendo que os bandidos andam aprontando várias por aí, roubam, matam, ameaçam ... pessoas simples deram entrevistas completamente chocadas e me deixaram de cabelos em pé com o que contavam. A polícia não estava por perto, não resolveu coisa alguma, fiquei preocupado e me posicionei contrário aos bandidos, em seguida a matéria mostrava que tinha policial envolvido com os esquemas e com os bandidos, me posicionei contrário aos policiais também. 

Na parte seguinte, as matérias falavam sobre a falta de investimentos em infra-estrutura por várias cidades do país, fiquei horrorizado, pareceu que estavam falando de uma país atrasado do terceiro mundo situado no continente africano, faltava de tudo, planejamento, investimento, reparos e por aí vai. Em seguida veio uma matéria sobre desvio de dinheiro público, tinha políticos, funcionários públicos e empresários envolvidos. Depois falaram sobre a educação, mostraram coisas horríveis, brigas entre alunos, salas de aulas quebradas. Meu deus! Eu estava prestes a encarnar o personagem do filme: Um dia de Fúria. Pensei em me revoltar e sair quebrando tudo. 

O bloco seguinte me aliviou um pouco, falaram sobre os EUA e seus planos para invadir um país distante, nem sei bem onde se localizava, mas sei que tinham armas químicas, o governo era uma tirania que colocava em risco a vida da população do seu país. Além disso, este país e sua tirania, tinham propósitos demoníacos contra nós, eles planejavam destruir o nosso modelo de sociedade "justa, livre e democrática". Não tive dúvidas e fiquei a favor dos EUA e contra os que querem nos destruir. 

Na parte final do telejornal veio a redenção total, eles me acalmaram de vez, deixei de lado o personagem de Michael Douglas, percebi que o mundo é lindo, que vale a pena encarar mais um dia de trabalho, sair de casa tranquilo e sem reclamar. Eles mostraram os gols da roda, jogadas lindas, meu time, pra variar não ganhou, mas que importa? Eles fizeram cálculos matemáticos e mostraram que ainda temos chances de não ser rebaixado para a série B, faltam cinco rodadas, basta vencer quatro e estaremos dentro. Era o motivador que eu precisava para encarar mais um dia. No começo eu pensei que o jornal deveria se chamar Mau Dia Brasil, mas depois eles me convenceram de que isso era bobagem. Coisas ruins acontecem, mas o bem sempre vence. Ergui a cabeça e decidi seguir em frente. Acho que no fim da tarde vou ao Shopping distribuir renda e ajudar no crescimento do PIB.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

NA TERRA DOS CORONÉIS É ASSIM...


A elite banca o prefeito, o prefeito banca a imprensa e a imprensa diz que a culpa é da oposição. Para a elite chapecoense, para os mandatários do poder executivo e para boa parte da imprensa local, qualquer critica que surja em relação a má administração municipal é vista e classificada como ação da oposição PT-PCdoB. 


A primeira ação é blindar o prefeito, filtram a informação de denúncia e garantem ao prefeito um amplo espaço de defesa. O único jornal de circulação diária que publicou a decisão do Juiz que decretou bloqueio das contas e dos bens do prefeito Caramori, do coordenador geral Efapi Américo do Nascimento Júnior e dos proprietários da empresa GDO foi o Diário do Iguaçu, os demais se fizeram de morto, lançaram em suas capas a proximidade do acesso a série A pelo time da Chapecoense. 

A segunda ação é querer classificar o promotor de justiça Jackson Goldoni e o juiz de direito Selso de Oliveira como "petistas" numa clara tentativa de desviar o foco e desacreditar as investigações. Para isso, eles contam com diversos colunistas políticos, sociais e esportivos que rasgam o verbo e tentam de todas as formas desqualificar qualquer pessoa que ousar emitir opinião contrária aos mandos e desmandos da atual gestão municipal. 

O MP está trabalhando, cumprindo o seu papel e é isso que todos nós cidadãos queremos que ele faça. A acusação do MP sobre a Efapi 2013 é embasada em fortes indícios de favorecimento e direcionamento no processo de licitação dos shows. 

O prefeito Zé Caramori deu entrevista na rádio super condá e afirmou que os procedimentos de contratação para os shows da Efapi 2013 são os mesmos utilizados nas edições de 2011 e 2009. Ou seja, se temos problemas na edição deste ano é certo que temos os problemas nas duas edições anteriores. E aí? Vão dizer que o Zé também é "petista". Ele fez uma denúncia. O promotor de justiça Jackson Godoni entendeu assim e afirmou que vai investigar as edições anteriores.