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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mais quatro anos para mudar o Brasil


Encerrado mais uma etapa do processo democrático eleitoral no Brasil, e como sempre, disputa acirrada, propostas de governo realistas e condizentes com as necessidades do país, outras nem tanto como por exemplo a idéia de resolver os problemas de saúde no Brasil através de mutirões ou então, da idéia de pagar os professores por produtividade, sou professor e exerço minha profissão por opção, com compromisso, dedicação, respeito e convicção ao meu papel de educador. Com as eleições também renasceram muitos sonhos para o futuro sempre melhor e claro, apareceram pitadinhas de maldades, na tentativa de macular a imagem do adversário. Venceu a continuidade, só que agora sob o comando de uma mulher.
Elas que obtiveram o direito de voto em 1934 apesar de as eleições diretas só ocorrerem em 1945. Que são minoria em todas as casas legislativas do país e que para concorrerem as eleições foram criados sistemas de cotas para as chapas proporcionais em que 30% das vagas são destinadas a elas e que geralmente entram apenas para cumprir as exigências da lei. Elas que dominam as vagas nas universidades e são a maioria das pessoas com formação universitária no país. Ao mesmo tempo em que assumem as tarefas subalternas nas empresas e quando em condições de mesmo posto do que os homens, recebem em média 30% menos do que eles. Na área de saúde elas são maioria mas a função mais ocupada é a de enfermeira, na Educação são a imensa maioria e não por acaso essa é a profissão entre as mais extresantes e desvalorizadas na atualidade. Não é difícil perceber que ainda temos muito para avançar.
Pois bem dona Dilma, os desafios são grandes e o caminho pode ser difícil mesmo contando com a maioria parlamentar nas duas casas legislativas. Esse não será um governo de esquerda, um governo dos trabalhadores, assim como não foi o governo do presidente Lula, será mais uma vez um governo em disputa, um governo que vai avançar ou regredir nos direitos mais básicos ao cidadão de acordo com a correlação de forças que resultaram das eleições. Os maiores estados do país estão sob comando da oposição, a mídia fez campanha abertamente para a oposição e defende uma agenda neoliberal para o país e a direita não esta fora do governo, ela é governo também ou alguém acha que PP, PMDB, PR são partidos que possuem compromissos com o aprofundamento da democracia e uma maior distribuição de renda? é claro que não, mas por outro lado é preciso ressaltar que não teríamos governo Dilma se não nos aliássemos com essa turma.
Mas o principal nisso tudo é que a demonstração do povo brasileiro nessas eleições é de que agora se quer mudanças profundas e duradouras para toda a população muito mais além daquelas conquistadas no governo Lula que teve êxitos na política econômica e aumentou o poder de consumo dos brasileiros, porém nossos índices na educação são comparados ao do Zimbabwe. Aprovamos o estatuto da igualdade racial e nossa constituição pune a discriminação racial como crime inafiançável , porem um dos debates na internet era em relação a suposta supremacia dos brancos do sul do país em relação aos pobres, negros e miseráveis do nordeste que iriam definir as eleições em favor de Dilma pelo fato de receberem o Bolsa família. Somos uma República democrática e laica, porem o fundamentalismo religioso liderado por setores da Igreja católica aliada aos setores mais conservadores, imprensa e principalmente via internet ressurgiu com força e quase alterou o rumo da História dessas eleições, simplesmente por que trouxe para o centro do debate questões que não dizem respeito diretamente ao Presidente da República como o aborto e a união homossexual.
As tentativas foram muitas para tentar reverter a tendência de vitória da candidata governista, não deram certo e se confirmou o que era previsível, elegemos a primeira mulher presidenta do Brasil. Agora ela vai ter que administrar todo um turbilhão de assuntos e questões que foram despertados nas eleições, tanto pelo lado daqueles que lhe deram a vitória como daqueles que não votaram nela. Vai ter que ser forte e ter pulso firme para avançar nas mudanças e principalmente vai precisar de uma ampla base social que seja unida e com vontade de ajudar a aprovar as mudanças de que os brasileiros tanto precisam.

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