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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Desrespeito ao público e aos artistas do Palco Dois!

Mais uma Efapi esta rolando e como de costume a campanha eleitoral antecipada também. O uso do dinheiro público para promover o evento, contratar artistas de renome nacional, divulgar o evento em outros estados, montar a estrutura para receber os expositores e o público em geral esta dentro da normalidade e certo, pelo menos quero que acreditar que sim. Como envolve contratações milionárias entre prefeitura e fornecedores, não arrisco por minha mão no fogo, nem afirmo qualquer tipo de desvio.

Tem duas coisas que estão chamando a atenção, a primeira é o uso indiscriminado da máquina pública em benefício dos atuais administradores. Antes de começar os shows nacionais, rola durante uns 10 minutos uma propaganda institucional da prefeitura contando sobre feitos extraordinários que ainda não foram realizados. E acredito que dentro de uns 10 anos ainda estarão por fazer, como o contorno oeste e o elevado da Leopoldo Sander com Atílio Fontana, sem falar na duplicação do acesso a 282 que é obra do governo federal e eles na maior cara de pau de apropriam e vendem como deles. São dez minutos de propaganda enganosa com dinheiro público e um grande desrespeito com o público presente.

A outra questão que chama a atenção é o tratamento com os artistas que se apresentam no Palco Dois. Foram duas oportunidades que acompanhei, uma com a Banda Mister Magoo na noite de abertura e a outra com Márcio Pazin e Carol na noite de domingo. Os responsáveis pelo palco principal simplesmente cortaram o som da Mister Magoo enquanto eles se apresentavam... não precisa dizer muita coisa néh! Mesmo assim eu vou dizer, foram desrespeitosos, truculentos, grosseiros e rasteiros com os artistas. Lamentável!!  E não foi só isso, eles simplesmente  desconsideraram que boa parte do público presente foi para ver o Palco Dois e não para ver o palco principal. No domingo o fato se repete, enquanto Carol e Pazin mandavam ver no Palco Dois e acompanhados por boa parte da gigantesca platéia, os espertalhões do palco principal arrombavam a noite com chamadas de patrocinadores e elogios aos organizadores, atrapalhando os artistas e o público que os acompanhava.

Os organizadores pensam que estão fazendo um favor ao promover eventos com artistas locais e por isso podem cortar a hora que bem entender. Se enganam. O poder público tem a responsabilidade de promover, valorizar e incentivar os artistas locais, sob pena de incentivar uma sociedade sem referência e sem estímulos ao conhecimento e a produção cultural. Penso que os artistas podem e devem manisfestar em nota de repúdio ao prefeito municipal, toda essa falta de respeito, truculência e desorganização dos eventos que ocorreram no Palco Dois. Não estarão mendigando nada, apenas se colocando em pé diante daqueles que por duas vezes os colocaram no chão.

2 comentários:

  1. Eu acho que o pessoal daqui ainda não percebeu que eles tão poco se lixando pras bandas locais. Pior: as bandas ficam torcendo e ensaiando feito doidos pra ficar na ponta dos cascos. NÃO!!! Em Chapecó é tudo banda ou pessoal que faz som independente. Enquanto ficarem esperando que o poder público faço algo por eles nunca vão ter seu lugar o sol (sic). Esquecam esses FDP: eles sempre fazem isso, toda EFAPI é assim! Quem é independente não precisa da ajuda deles, façam seus próprios festivais, se unam e parem de mendigar por minutos de atenção. Depois vão votar nesses mesmos malas. VOTEM NULO!!! NÃO AJUDE A SUSTENTAR ESSES PARASITAS!!!

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  2. pois é.. enquanto 'seres culturais', que produzem, é bem isso mesmo.. agora, enquanto 'seres sociais', que vivem na mesma organização social, a reivindicação deve sim acontecer, pois isso tudo, em tese, 'é nosso', e não de um Estado. criamos o projeto 'Entrevero de Rock' pra essa finalidade, a de produção própria e independente.. nem todas as bandas tem essa compreensão.. e nem todas estão dispostas.. sonham com o patamar, o status que a indústria do entretenimento pode dar.. enfim.. só votar também não é a questão.. tem que movimentar, produzir, questionar e usar dessa comunicação para abrir espaços..

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