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sábado, 1 de outubro de 2011

O envolvimento político é tão excitante quanto o sexo!

Depois do sexo, a coisa mais excitante e que me da prazer, é a movimentação política com seus debates e disputa de ideias. Ao contrário do sexo, que é essencialmente individual, a política é por natureza coletiva, e, ao contrário do clímax sexual, pelo menos no que se refere aos homens, pode ser prolongada durante várias horas. As duas ações implicam a participação física que é a essência da experiência.

Não vou falar sobre sexo e nem das eleições municipais que ainda estão longe, mas os preparativos ja estão a todo vapor. Quero falar das eleições no sindicato de professores (Sinproeste) do qual faço parte, acredito que esta será a primeira vez que duas chapas disputarão a eleição. A disputa não se dará por nossa vontade, mas é legítima a vontade dos que querem que ela ocorra. Fizemos tudo que estava ao nosso alcance para manter a unidade e linha de atuação, porem o entendimento de alguns membros da direção atual foi diferente da nossa e respeitamos tal posição.

O espaço sindical me parece, ainda ser um espaço bastante restrito, poucos são os professores que buscam o sindicato para se informar sobre seus direitos, bem menos são os que o procuram para propor ideias e bandeiras de lutas e quase nenhum assumem as bandeiras quando o sindicato se encarrega de leva-las. Isso em parte ocorre pela visão que a maioria das pessoas têm em relação a política, visão negativa e sempre alimentada pela mídia. Por outro lado, sabemos que a queixa dos professores sempre justa, ja esta se tornando algo comum e corriqueiro, apesar de contarem com amplo apoio e sensibilidade da população em geral, menos dos governos. 

Bom, sobre a eleição que sera em novembro,  duas chapas até o momento vão se construindo para medir forças, as duas são dirigidas por professores universitários, os professores de escolas secundárias se agregam conforme afinidade política ou mesmo pessoal, que acredito ser mais determinante.  Nosso grupo de professores tentou, como disse anteriormente, até as últimas possibilidades manter o consenso e unidade, aceitamos que o candidato a presidente fosse do outro grupo e não colocamos obstáculos a nomes de nenhuma pessoa. Mas o outro grupo se achou no direito de vetar o meu nome e o do atual presidente Eriveltom. Sinceramente eu posso aceitar que haja veto ao meu nome, sou praticamente inexpressivo dentro do sindicato e nem sou da diretoria, ja o atual presidente, simplesmente fez a melhor gestão de todos os tempos, trata-se de uma cara sereno, calmo, justo e de grande capacidade argumentativa e o principal, trata-se de uma pessoa séria e comprometida com as causas dos trabalhadores em educação. 

Eu fico pensando. Por que uma pessoa ou grupo de pessoas, depois de algumas conversas e reuniões e de terem conseguido o cargo máximo da entidade,  voltam aos que aceitaram e abriram mão da disputa da presidência da entidade com a opinião de vetar seus nomes? É claro que não sei a resposta, mas só me resta uma conclusão no momento, eles se acham muito melhores do que nós, são exclusivistas e não podem se misturar com pessoas como eu. Minha consciência política me obriga a aceitar tal posicionamento e confesso que o meu ex-professor e agora candidato da chapa de "oposição" me decepcionou seriamente.

Mas enfim, como afirmei antes,  me excita a participação política, prefiro a disputa com a "direita ideológica" que quase não existe mais, não será, mas a nossa disputa vai ser boa e também vai mexer com nossos sentimentos, e se tem que ser assim, estou me preparando para gastar muita sola do sapato, beber muita água e gastar a saliva com argumentos para convencer a maior parte da categoria de que os passos que queremos dar é no sentido de ampliar a valorização e o reconhecimento dos professores em todas as esferas. É preciso ter cautela, somar aliados, apresentar propostas claras e ter os pés no chão. Respeitar os adversários também é necessário e assim vamos proceder. Vencer é uma questão de trabalho, dedicação, unidade e compromisso com nossas ideias e propostas. 

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