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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Quiseram nos dizer quem nós somos!

Recentemente uma avalanche de denúncias de corrupção envolvendo o Ministro do Esporte, Orlando Silva, desabaram sobre nossas cabeças. A mídia não poupou tinta, nem papel e escreveu centenas de páginas de revistas e de jornais para nos atacar, gritar alto o fim da moralidade e espalhar lama sobre a nossa História. Disseram que agora nenhum partido política ostenta o status de nunca ter se envolvido em escândalos. Agora estão todos em pé de igualdades, atolados na corrupção. Reforçam a ideia no imaginário comum das pessoas de que política só serve para benefício pessoal e é feita por espertalhões treinados para manipular os cidadãos inocentes que pagam impostos e são sempre desassistidos pelos programas ineficientes do governo.

As denúncias da grande mídia se transformaram em um linchamento público do ministro e do PCdoB. É necessário perguntar, quais são os reais motivos desses ataques e dessas denúncias? Muitos certamente vão dizer que se trata de uma imprensa investigativa, que esta cumprindo com o seu papel de informar e desmascarar os desvios de dinheiro público, que o objetivo é acabar com a corrupção e contribuir para uma consciência política mais esclarecida. Certo! mas para que esse discurso passe pelo crivo da verdade é preciso que hajam provas. Até o momento nenhuma prova foi apresentada, a única fonte que alimenta o ódio da imprensa sobre o PCdoB, são as denúncias de um condenado pela justiça federal, que precisa devolver 3 milhões de reais desviados do programa segundo tempo. Eles se baseiam em um bandido para nos atacar, certamente esse não é o caminho para explicar os fatos.

O ataque da grande mídia em primeiro lugar é contra o governo da Presidente Dilma, é uma tentativa de desestabiliza-lo, macular a sua imagem perante a opinião pública e classifica-lo como inoperante e corrupto. Em segundo lugar, uma clara tentativa de manchar a imagem dos 90 anos de História do PCdoB, eles não aceitam, não querem e não entendem como um Partido político que foi perseguido e posto na ilegalidade, que teve seus membros presos, torturados e mortos no período da ditadura, reascende das cinzas, elege 15 deputados federais, dois senadores, ocupa espaço na Agência Nacional do Petróleo (ANP) que descobriu as reservas do Pré-Sal e ampliou as reservas do petróleo do Brasil, que organizou o Ministério do Esporte e trouxe a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Isso é demais pra eles engolir, precisaram fazer alguma coisa para tentar nos calar a boca. Não aceitam nossa defesa, não nos dão espaço para colocar nossa versão e a cada dia inventam mais estórias sobre o que eles acreditam e querem que a população acredite que nós fizemos.

A elite brasileira, através de seu instrumento de manipulação que é a grande imprensa tentou dizer quem nós somos, e não é de agora que eles tentam fazer isso, ja disseram que nós comíamos criancinhas, que estávamos acabados quando caiu o muro de Berlin em 1989, decretaram o fim da história e o fim dos paradigmas políticos. A prática é o critério da verdade, passado o período neoliberal a única coisa que chegou ao fim e eles não admitem, foi o seu modelo econômico que concentrou riquezas num polo e miséria no outro, esse modelo tomou conta dos países nos anos 1980/90 e agora mostra o seu resultado para mundo com a severa crise econômica nos EUA, Europa e Japão com mais de 20 milhões de desempregados em apenas 10 anos e que tende a se espalhar para o resto do mundo.

Eles não podem dizer que nós somos, nós dizemos quem somos. Somos um Partido de 90 anos de Histórias, somos o Partido que defendeu a entrada do Brasil na Segunda Grande Guerra contra a Alemanha Nazista, somos da campanha nacionalista do " O Petróleo é nosso", enfrentamos a ditadura militar com arma na mão na Guerrilha do Araguaia, enquanto o jornal a Folha de São Paulo e a TV Globo emprestavam seus carros para carregar prisioneiros políticos para os porões de torturas. Fomos protagonistas na campanha das Diretas já, lutamos pela constituição de 1988, denunciamos o neoliberalismo e estivemos juntos com Lula nas eleições livres e democráticas desde 1989, sendo vitoriosos em 2002 e 2006  e mais recentemente em 2010 na terceira vitória do campo popular com Dilma. Nossa história nos enche de orgulho, como disse o nosso presidente nacional Renato Rabelo, "a poeira das denúncias e calúnias vão baixar e a verdade sobre a mentira vai prevalecer".

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