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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Reflexão em um dia de sol

Mais um belo dia em Chapecó, amanheceu frio e aos poucos o sol vai se colocando e aquecendo a terra. Vai fazer um lindo dia. A correria é grande para muitos que saíram cedo e foram ao trabalho, seja no comércio, na industria ou no setor de serviços. A época, além de fria, também é de campanha eleitoral, o que tende a aumentar a temperatura e elevar os ânimos. São muitos os candidatos ansiosos correndo atrás de preparar os materiais de campanha, buscar apoios e organizar eventos. Em busca do necessário voto que garantirá a vitória ou não de determinado projeto político.


Como político que sou, também estou na correria, assumi algumas responsabilidades e compromissos. Minha tarefa é organizar, preparar os candidatos que concorrem a uma vaga de vereadores. Fazer com que todos eles trabalhem diariamente em busca de apoios, que elaborem informações afim de convencer as pessoas lhe apoiarem. Que organizem encontros para debater política, que consigam organizar eventos para lançamento de candidatura. É uma tarefa prazerosa, faço sem ufanismo, faz parte da vida de uma pessoa ligada a política, pensar e organizar atividades políticas. 


Minha maior dificuldade esta em dizer a verdade, não que seja um problema pra mim dizer e expressar a verdade, é que, dizer a verdade dói e machuca as pessoas. Com o tempo percebo o quanto nós ainda vivemos num mundo idealizado e cheio fábulas. Como é complicado falar seriamente as pessoas, como elas se sentem agredidas quando tocamos no que é preciso ser tocado. A maioria não aceita que sejamos humanos, que falemos do agora, que rejeitemos nossa infantilidade.


Falo de nossas responsabilidades enquanto sujeitos políticos, pertencentes a um grupo social de pessoas desprovidas dos grandes recursos financeiros e materiais que a sociedade produz. Falo da necessidade de não vender ilusões, apesar de que a maioria deseja viver a ilusão ao mundo real. Falo que é preciso ser o que você foi até agora, que a sua história é a sua referência. Digo que em estruturas somos muito menor, mas que, se fizermos a coisa certa, acreditar em  nós mesmos e no nosso potencial, podemos ir mais longe. 


Em época de eleição é preciso vender esperança, dizer que o futuro será melhor do que o agora. Como pode ser melhor, se ele ainda nem existe? O melhor é agora, esse é o instante que temos que fazer o enfrentamento de ideias, fazer o enfrentamento político, mas primeiro é preciso cuidar da nossa própria casa, nossa casa é o nosso corpo, é a nossa mente. Temos que nos preparar, e nos preparar é aceitar o que somos, com a nossa história e a nossa coragem. 

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