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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Só para impressionar a namorada...

É mais ou menos assim, faço parte de um grupo bem numeroso de amigos e conhecidos, alguns são do tempo de colégio, o nosso glorioso Zélia Scharf, outros da universidade e mais uma boa quantia da vida militante. As vezes nos reunimos para beber, bater papo e comer na casa de alguém. Depois de falarmos de nossas vidas, do trabalho e das coisas corriqueiras e presentes, já com uma boa dose de cerveja, recorremos aos tempos memoráveis de nossa existência.

Alguém sempre sai com aquela! Lembra aquela vez lá no bar do Fano... bar do Fano era em referência ao nome do proprietário que se chamava Fano, um cara que trabalhava com todo tipo de comércio (...) esse tratamento era só para os mais chegados, frequentadores assíduos com conta e carteirinha no estabelecimento comercial. Para os demais o bar era conhecido como Bar TNT, o bar do rock. Lugar de pessoas de má índole que se encontravam  para beber e usar outros tipos de entorpecentes. Essa última informação faz parte da fama do boteco e é meio verdade, meio mito, que nos dois casos só aumentam a fama do lugar e contribuem para o currículo dos frequentadores.

Com fama ou sem fama, o certo é que nesse bar nós passamos vários momentos festivos, reflexivos e etílicos.  Todos devem ter histórias para contar, eu mesmo protagonizei várias por lá. E tem cada uma que é de chorar em alemão, são bem engraçadas e os meus amigos fazem questão de  lembrar. Sempre contam, as vezes com acréscimos e roteiros diferenciados, coisa do tempo. Mas tem outras que ficam no âmbito pessoal, só a gente que fica sabendo. E é por aí que vou contar, não tão engraçadas quanto as outras, mas que marcaram por algum detalhe.

Certa vez arrumei uma namoradinha muito da bonita, o caso não durou muito. Num fim de tarde, logo após o expediente convidei ela para sairmos e comer alguma coisa. O detalhe era que pra variar eu estava pelado, sem nada de grana para gastar. E óbvio, não iria largar a conta pra ela, seria o fim. Nessas horas ter conta em bar faz uma baita diferença. Sabia que podia contar com o bom e velho Fano. E não deu outra, demos uma volta na avenida e sugeri que parássemos no Bar TNT para tomar uma cervejinha e comer algo. Ela sabia da fama do local e esse era um dos motivos pelos quais ela não frequentava. Ela fazia parte do outro tipo de sujeito da sociedade, pelo menos em pensamento e ideias. Mesmo assim encarou a parada.

Qualquer um sabe que a comida do Bar era muito pior que a sua fama. Mas no meu caso e naquele dia, não tinha outra opção, era ali mesmo que eu iria impressiona-la....rsrsrsrs! Fomos os primeiros a chegar, menos mal, não precisava dividi-la com ninguém.  Sentamos e fomos atendidos pelo sempre amigo e Garçom Luciano, me cumprimentou e apresentou o cardápio, uma rápida olhada nas opções e acabamos escolhendo o que havia de melhor e lasquei, traz dois X-saladas com ovos.

O Lu foi até a cozinha entregar nosso pedido, voltou logo e me chamou de canto para uma conversa ao pé do ouvido e me falou baixinho... "estamos sem ovos e sem tomates, quer cancelar o pedido ou você espera eu ir no mercado para comprar?" ... eu estava sem opção financeira, disse vai lá que nós esperamos. E não deu outra, ele saiu e foi até o Brasão Centro, coisa de quinze minutos e estava de volta com os produtos. A moça achou meio estranho a demora, eramos os únicos no Bar.  Mas no fim tudo acabou bem e ela se deliciando com o X-Salada e uma coca-cola. Ficamos mais um pouco, chamei o Lu para fechar a conta, pedi para marcar na minha ficha e pronto, tinha cumprindo com a minha tarefa de bom cavalheiro, levar a namorada para jantar.


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