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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Direitos Humanos, Violência e Desinformação

Não é de hoje que percebo certo equívoco por parte de boa quantidade de pessoas, muitas delas "bem informadas e formadoras de opinião". Em diversas situações, acontece um grande engano (infelizmente bem comum), de acreditarem que os criminosos cometem violações de direitos humanos e que as vítimas de criminosos merecem o amparo das disposições dos Direitos Humanos. Ou pior, que os criminosos merecem e/ou recebem o amparo dos Direitos Humanos. Que os ativistas dos Direitos Humanos fazem manifestam em favor de bandidos e criminosos. Falam e escrevem sobre isso sem ao menos se questionar se isso pode realmente ser verdade, ou se estão simplesmente reproduzindo uma ideia desavergonhada e mentirosa.

Se questionando ou não, uma coisa é certa, pouca gente sabe que os Direitos Humanos existem para proteger o indivíduo das ações do Estado, e não dos atos de outros indivíduos. Muitos ainda não sabem o que são ou quais são os Direitos Humanos, então lá vão alguns: Direito à vida, à propriedade, à segurança, à integridade física, de acesso à Justiça e da ampla defesa, direito de ir e vir, de pensamento, de opinião e de expressão, entre outros. Direitos humanos não protegem infratores. Eles protegem os humanos contra a violência do Estado, ir contra esses direitos é ser contra si mesmo. A luta pelos Direitos humanos é uma luta essencial para a implantação de uma sociedade mais justa. Não podemos nos deixar levar por uma revolta (até legítima, entendo, no sentido de que é em decorrência de se colocar no lugar da vítima).

É claro que eu, assim como qualquer outra pessoa não concordo com a violência desenfreada dos dias atuais. Sinto nojo e até raiva de situações que acontecem diariamente em nossa sociedade. Não aceito e não posso aceitar que um cidadão que comete infrações fique sem uma punição justa e adequada. Nem por isso vou sair desqualificando essas pessoas como cidadãos de segunda categoria, ou existem pessoas que podem ser qualificadas como inferiores? Merecem tratamento diferenciado? Qual? O proposto por vários comunicadores da imprensa nos telejornais ao meio dia: “Desce o pau! Porrada nesse vagabundo” e por aí vai... Eu não sou covarde ao ponto de depositar nelas toda a responsabilidade pelos seus atos, afinal somos seres sociais e assim nos constituímos. Essas pessoas devem ter saído de uma família, devem ter ido à escola, ou não foram? Devem ter tido uma oportunidade de emprego, ou não tiveram? Será que os direitos básicos foram negados a estas pessoas? Talvez tivessem, mas mesmo assim vamos condená-las pelo seu fracasso, ou seria nosso fracasso enquanto sociedade e sistema? Só aceitamos os que são dóceis e ajustados ao sistema, afinal esse é o sistema da liberdade e das oportunidades não é mesmo.

A violência cresce de modo assustador por que vivemos em uma sociedade de consumo desenfreado e em ritmo acelerado de competitividade. Alguns ficaram para trás, mas nem por isso querem deixar de consumir e/ou competir. A propaganda diz: Tenha isso, adquira aquilo, só não diz como ela consegue ter isso ou aquilo. Cada um se vira como pode, é uma pena, mas é assim que é. Estaremos todos incluídos nas maravilhas do sistema, ou a parte que esta de fora vai dar um jeito de entrar pelas portas dos fundos.

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