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sábado, 1 de junho de 2013

Uma pequena história para minha filha Letícia.

Minha pequena! Papai vai te contar uma pequena história. No Brasil vive um moço chamado Eike Batista, ele tem uma das maiores fortunas do mundo. O pai dele foi presidente da Companhia Vale do Rio Doce por duas vezes no Regime Civil Militar (de 1961 a 1964 e de 1979 a 1986). Ele estudou em Genebra na Suíça, quando retornou ao Brasil passou a se dedicar na venda de ouro e diamante. Coincidentemente a mesma tarefa desenvolvida pelo seu pai. Esse trabalho é muito lucrativo, a diferença é que seu pai trabalhava em uma empresa pública e ele se dedicou ao setor privado do ramo. A empresa estatal Vale do Rio Doce foi vendida e Eike se tornou um dos homens mais poderoso no ramo. Não se preocupe filha, talvez, sejam apenas coincidências...

Tem uma revista chamada veja, ela disse que esse senhor é um exemplo de empreendedor por que ele faz aplicações na Bolsa de Valores. Em um ano ele perdeu 25 bilhões de reais na especulação financeira, é uma espécie de dinheiro fictício, a ideia consiste em “fazer dinheiro a partir de dinheiro”, só que sem dinheiro e sem trabalho. Entendeu? Pois é, acho que quase ninguém entende. É algo que não existe, a gente só compreende quando ocorrem crises econômicas  e aí somos convidados a pagar a conta deles. Sabe o que ele disse quando perdeu essa enorme quantia de dinheiro? Ele disse que estava muito inflado e que precisava queimar gordura, não era nada e logo vai se tornar o homem mais rico do mundo. Papai acha que ele sofre de uma síndrome do tio patinhas.

Aqui no Brasil, o nosso governo investe 23 bilhões para alimentar 13 milhões de famílias. E acredite minha pequena, tem um monte de gente que come bem e é contra. Mas não se preocupe, eles são minoria. Essas pessoas têm um sonho, querem ser igual ao Eike Batista, mas isso elas nunca serão. Para ser burguês não basta ter muito dinheiro é preciso ser dono dos meios de produção e quem detêm os meios de produção não vai abrir mão deles para que outros ocupem o seu lugar. Essas pessoas têm um pesadelo também, elas temem que o povo pobre possa se instruir, melhorar de vida e se igualar a elas. Morrem de medo de perder o seu status social de superioridade aos miseráveis. Essa parte da história o papai aprendeu com o tio Marx, você vai ouvir falar muito dele.


Muitos deles acham que o papai é radical, só por que o papai pensa insistentemente em superar o modo de vida capitalista, em acabar com as desigualdades sociais, em acabar com o pensamento único pautado na competitividade e no individualismo egoísta  O papai é assim mesmo e não está sozinho. Nós fazemos parte da maioria da população. Somos chamados de trabalhadores, o problema é que nem todos têm consciência disso, temos que ganha-los para a luta política. Quando você crescer vai poder ajudar também, se você quiser é claro! Papai jamais vai obrigá-la a fazer algo que você não queira. Papai vai explicar sobre a vida e sobre o mundo, mas as escolhas e decisões serão sempre suas. 

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